Tipos de provas

 

Descreveremos a seguir os tipos de provas que o Instrutor poderá dispor.

 

B-2-1-Escrita Objetiva

 

             É aquela onde cada questão admite uma única resposta, sendo o seu julgamento impessoal, permitindo, assim  uma correção justa e imparcial. A grande vantagem  desse  tipo de prova é que ela pode  ser corrigida por qualquer pessoa, sem que seu resultado seja alterado.

Em princípio, existe várias formas de elaboração de questões objetivas. Entretanto, visando uma padronização da forma de apresentação foram criadas regras para a elaboração das questões mais usuais, que são:

        Falso/verdadeiro  ou  certo/errado;

        Lacuna  ou  completamento;

        Associação;

        Múltipla escolha;

        Pergunta direta;

        Identificação; e

        Ordenação

 

B-2-2-Escrita  Discursiva

 

      É  aquela  onde cada questão permite  ao aluno plena  liberdade  de expressão no conteúdo de suas respostas, devendo o Instrutor estabelecer os critérios  de correção (barema).

      Como medida exclusiva do aproveitamento do aluno, esse tipo de prova exige o estabelecimento de um critério  de julgamento justo e imparcial para a resposta de suas questões.

 

Assim, o Instrutor deve estabelecer  critérios de correção (barema), prevendo, inclusive, variações nas respostas.

 

Sugestão de enunciado: Responda as perguntas abaixo.

 

1- Cuidados na elaboração de uma prova discursiva

 

        Quando  uma  questão for extensa ou  complexa , o  Instrutor  deve   subdividi-la em várias proposições;

        enunciado da questão deve ser objetivo a fim de que o aluno NÃO tenha nenhuma dúvida;  e

        A interpretação NÃO pode fazer  parte da questão , pois o Instrutor irá corrigir  de  acordo com  a  sua interpretação e NÃO com a do aluno.

 

2- Cuidados na correção de uma prova discursiva

 

        Se a resposta fugir dos moldes previstos e estiver certa, considerá-la como tal;

        critério deve ser igual para todos. Para tal, o Instrutor deve corrigir a mesma questão de todos  os alunos, em seguida;

        Se as respostas indicarem deficiências nas instruções ou no enunciado da questão, o Instrutor deve anular esta questão; e

        caso anterior somente deverá ser considerado quando um número significativo de alunos NÃO  entender o enunciado.

 

B-2-3-Prova  Oral

 

Consiste de perguntas enunciadas de  viva voz pelo Instrutor e respondidas do mesmo modo pelo aluno.

Esse tipo de prova apresenta os mesmos inconvenientes da prova discursiva. Além disso, fatores pessoais do Instrutor e do aluno afetam a medida do aproveitamento nessa modalidade de prova.

Entretanto, quando aplicada em áreas específicas e para finalidades específicas (procedimento fonia, apresentação de painéis, avaliação de uma aula etc.) pode se constituir numa medida eficiente.


B-2-4 - Prova  Prática

 

É constituída de um  ou  vários  trabalhos  práticos  em  que o aluno executa uma tarefa relativa a um assunto de caráter funcional.

O critério para julgamento da tarefa deve ser previsto  antecipadamente e fazer parte da Folha de Tarefas do  Instrutor. Em geral, considera-se para o julgamento, fatores como qualidade, habilidade, precisão etc.

No planejamento é indispensável enunciar cada tarefa com o verbo no infinitivo , discriminando sob que condições deverá ser executada e quais os critérios que serão empregados no julgamento do desempenho do aluno.

 

1- Cuidados na elaboração

        Selecionar  as tarefas pela sua importância;

        Prever e preparar os meios  auxiliares (material  e  local);

        Preparar os modelos da prova (Folha de Tarefas do Instrutor e do Aluno);

        Descrever os critérios de correção na Folha de Tarefas do Instrutor;

        No critério de avaliação, considerar qualidade, quantidade e tempo; e

        Ensaiar a realização da prova.

 

B-2-5- Trabalho

 

O instrutor deverá aproveitar orientações relativas às provas dissertativas e às provas práticas, como:

        Elaborar Folha de Instruções para o Aluno, que será divulgada com antecedência necessária à execução do trabalho;

        Elaborar critérios de correção na Folha de Instruções do Instrutor ( ou solução-padrão);

        Estabelecer critérios de correção que deverão ser divulgados aos Alunos;

        Estabelecer prazo, local de realização e tamanho do grupo; e

        ter mais de um avaliador.

 

B-2-6 – Erros nos Instrumentos de Medida

 

            Um instrumento é considerado inadequado quando é  confeccionado dentro dos padrões técnicos de elaboração mais não atinge os objetivos propostos.

            O uso incorreto do instrumento ocorre quando uma prova/trabalho é adequada aos objetivos, porém, confeccionada fora dos padrões técnicos de elaboração.

 

B-2-7- Diretrizes para a aplicação dos Instrumentos de Medida

 

        Informar antecipadamente a necessidade de utilização de materiais, tais como, bússola, compasso, esquadros, régua, calculadora etc;

        A  folha  da  prova/trabalho deve  conter espaços para identificação do aluno e instruções claras sobre o assunto;

        A sala de aula(local) deve estar bem ventilada, iluminada e silenciosa;

        Deve ser proibida a entrada de pessoas estranhas na sala (local) durante  a realização da prova;

        Evitar quaisquer medidas, procedimentos ou  avisos que possam despertar ou aumentar o nervosismo do aluno;

        Sanar as dúvidas dos  alunos quanto à prova, antes de determinar o seu início, quando, então, nenhuma dúvida poderá ser tirada mais;

-         Para dimensionar o tempo de duração na aplicação de uma prova, o Instrutor deve, após sua prontificação, realizá-la, marcando o tempo que levará para sua conclusão. Esse tempo obtido deverá  ser  multiplicado  por  três  (03)  com arredondamento para a hora cheia ou meia hora acima desse tempo obtido.

 

Ex.: O Instrutor consumiu 21 minutos para realização de sua prova.

tempo de duração que  ele  deverá  programar  para que os alunos possam  realizá-la  será de 21 x 3 = 63 minutos, com o arredondamento recomendado, 90 minutos

 

-         Fazer comentário em sala, após a aplicação da prova/trabalho, antes de divulgar os resultados; e

-         Fazer a "vista" da prova.